Apontamento:
A consciência pode equiparar-se ao Fotão, à Luz, cujo aparecimento resulta, nomeadamente, da união de duas entidades de naturezas opostas, o electrão e o positrão.
O Homem Ser Vivo criou vários graus de complicação da sua natureza ao longo dos séculos. Esses graus de complicação correspondem, no caso da geometria do círculo, por exemplo, a crescentes níveis de polarização e à correspondente criação de polígonos regulares nele inscritos. Essa polarização produz o mais simples polígono (?), o triângulo, e evolui pela complicação até à suprema simplicidade, o próprio círculo de novo, que é um polígono com um número infinito de lados.
Essa polarização que vai do círculo ao círculo, do supremamente simples ao supremamente complicado que é a simplicidade suprema, através de crescentes níveis de polarização, descreve por analogia não só o processo de transformação e evolução da consciência, mas também o de complicação ou institucionalização da natureza do Homem enquanto Ser Vivo: Ser Humano, Pessoa, Cidadão, Contribuinte, Consumidor, etc.
O grau mais elevado de consciência que o Ser Humano pode alcançar depende do nível de liberdade (?) em que essa mesma consciência opera. Resulta, por isso, do grau de complicação a que se submete. Quanto menor for essa complicação da sua essência, quanto mais próximo ele estiver da sua condição simples de Ser Vivo, mais próximo estará de Si Mesmo e da consciência que é. É possível que esse estádio se atinja através de uma progressiva complicação da consciência, a tal polarização do círculo, que após ter tomado a forma de todos os polígonos regulares intermédios, atinge o de número infinito de lados, ou seja, regressa ao início da sua aventura. Este processo demonstra que a morte não é outra coisa senão a vida.
Mas, tal como se disse atrás, a consciência resulta da interacção e “aniquilamento” de um par de opostos. Este aniquilamento deve ser entendido no sentido da transformação e não no do puro e simples desaparecimento. A partícula funde-se com a sua anti-partícula, ou seja, o Eu funde-se com o Outro e ambos desaparecem para dar origem a um terceiro que é a sua síntese: a Luz. A Luz é a cópula de dois contrários que na sua união descobrem o caminho secreto que traz todas as coisas ao lugar da manifestação. Ela é a matriz sobre a qual se desenvolve toda a complicação até à simplificação suprema, o movimento de polarização do círculo que se inicia com o Triângulo: Positivo, Negativo, Luz. Activo, Passivo, Movimento. Consciente, Inconsciente, Supraconsciente.
Alienação
s.f. Acto ou efeito de alienar. Cessão de bens. Arroubamento do espírito.
O Estado e a Religião são duas das maiores criações da humanidade.
São duas super estruturas destinadas a comandar dois níveis fundamentais da energia psíquica: um, do qual emana a vivência do profano e outro de que resulta a vivência do sagrado.
O profano é tudo aquilo que se relaciona com “este mundo”.
O sagrado é tudo aquilo que não se relaciona com “este mundo”.
“Este mundo” significa o estado objectivo e individual de desenvolvimento da consciência, na sua dimensão essencial, ou seja, na sua capacidade de transformação de energia no sentido da ampliação do poder dessa mesma consciência.
A consciência é, em potência, a infinidade dos mundos. Em acto pode não passar de uma casca de noz.